07 outubro 2009

Estudo questiona matéria escura e põe conceito de gravidade

Fonte: Bol

A matéria escura, força misteriosa que age na gravidade das galáxias, é mais estranha do que pensávamos, ou não existe mesmo. É o que sugere um novo estudo.

Em tese, uma galáxia é situada no coração de uma gigante nuvem de matéria escura e interage com ela por meio da gravidade. A matéria escura, originalmente, atrai a galáxia para sua rotação, além de também modelar a sua forma. Mas as observações não se resumem a esse quadro simples.


FOTO: NASA - Matéria escura, originalmente, atrai a galáxia para sua rotação, além de também modelar a sua forma

Uma vez que a matéria escura não irradia luz, astrômonos deduzem a sua distribuição observando como o gás de uma galáxia e as estrelas estão se movimentando. Estudos prévios sugeriram que a matéria escura deve ser uniformemente distribuída em uma região central da galáxia --um resultado desconcertante, porque a gravidade da matéria escura em direção ao centro de uma galáxia devia torná-la progressivamente mais densa.

Agora, a tese enveredou novamente para o desconhecido, graças a uma análise da matéria normal no centro de 28 galáxias de todas as formas e tamanhos. O estudo mostra que sempre há cinco vezes mais matéria escura do que matéria normal --a mesma pesquisa diz que a densidade da matéria escura caiu um quarto em relação ao valor central.

Força não revelada?

A descoberta segue em rota de colisão com as expectativas porque a proporção de matéria escura em relação à normal deve depender da história da galáxia --por exemplo, se houve fusão com outra galáxia ou se ela permaneceu isolada durante toda a sua existência. Fusões devem distorcer a proporção entre matérias negra e normal em uma base única.

"Não há, absolutamente, nenhuma regra de física que explique estes resultados", disse o coautor do estudo, Hong Sheng Zhao, da Universidade St. Andrews, na Inglaterra.

Os autores sugerem que talvez uma força da natureza ainda não descoberta atue entre a matéria escura e a matéria normal, uma vez que a gravidade, sozinha, não pode manter a proporção constante.

Gravidade? O que é isso?

Alternativamente, eles dizem que nosso entendimento de gravidade talvez precise de modificações, a fim de eliminar integralmente a necessidade de existência da matéria escura. Alguns estudos atuais, como a Mond (dinâmica Newtoniana modificada, na sigla em inglês) indicam para isso, sugerindo que a gravidade não desaparece tão rapidamente como as teorias correntes apregoam.

Mas Mark Wilkinson, da Universidade de Leicester, que não estava envolvido no estudo, pede cuidado nas interpretações dos resultados.

"Embora isso claramente demonstre muito mais interdependência entre as matérias normal e escura do que o esperado, é muito cedo para dizer exatamente o que isso significa", disse ele.

Wilkinson cogita que a matéria normal possa exercer mais influência na matéria escura do que o esperado. Ele afirma que as explosões supernova talvez sejam capazes de empurrar a matéria escura para fora das regiões centrais de galáxias.

Testemunha de Michigan fotografa objeto com forma discóide

Fonte: CUB

Uma testemunha de Michigan avistou dois objetos não identificados no céu sobre Round Lake.

O primeiro foi descrito como um paralelepípedo brilhante, e alto. Moveu-se através do céu com "três conjuntos de luzes piscando em várias cores", fez uma curva acentuada à direita, e virou com as luzes apagadas.

O segundo objeto foi descrito como "um objeto discóide branco e brilhante objeto que tinha um círculo no centro." A testemunha foi capaz de tirar uma foto com um celular do segundo objeto e quer saber se alguém viu a mesma coisa.

Vejam a foto:



06 outubro 2009

Telescópio revela "colar" de estrelas bebês


Fonte: BOL Notícias

O Observatório Espacial Herschel, que "enxerga" luz infravermelha, já conseguiu obter sua primeira imagem. Divulgada na sexta-feira (2), a foto mostra que suas câmeras estão em boa forma. Em uma rodada de observações para teste, o telescópio já fez uma descoberta intrigante: um "colar" de estrelas-bebê.

Lançado em maio pela ESA (Agência Espacial Europeia), o telescópio já flagrou uma nuvem de gás e poeira perto do plano em que fica nossa galáxia. A região invisível a olho nu observada na direção da constelação do Cruzeiro do Sul, é uma verdadeira fábrica de estrelas.


Em rodada de observações para teste, o telescópio já fez uma descoberta intrigante: um "colar" de estrelas-bebê

A foto só pode ser feita no espectro infravermelho porque a poeira estelar que cobre a região bloqueia a luz comum. Ela distingue regiões frias (avermelhadas) e quentes (azuladas).

A imagem revela pela primeira vez estruturas de filamentos em que o gás se agrupa e as estrelas vão se formando --como "pérolas num colar cósmico", diz um comunicado da ESA à imprensa. Instrumentos anteriores não tinham precisão suficiente para revelar essa estrutura, afirma a agência.

Além de estudar berçários estelares, o Herschel, que deve permanecer cerca de três anos no espaço, tem como missão estudar a formação de galáxias no Universo primordial. O observatório também é capaz de analisar a composição química da superfície de planetas, luas e cometas do Sistema Solar.

04 outubro 2009

Cientistas buscam novas concepções de estudos para achar vida ET

Fonte: Wired Science 

Na busca por vida extraterrestre, alguns cientistas dizem que nós estamos nos concentrando demais em encontrar sinais de existência como a conhecemos, e que no processo, pode estar faltando às formas mais estranhas de vida que não dependem de água ou do metabolismo de carbono.

Agora, pesquisadores da Áustria, começaram um estudo sistemático de outros solventes além da água que podem ser capazes de suportar vida fora do nosso planeta. Eles estão esperando que esta pesquisa leve a uma mudança no que eles chamam de "mentalidade geocêntrica" das nossas tentativas de detectar vida extraterrestre.

"Com a nossa estratégia de avaliação da existência da vida em outros planetas, só seremos capazes de detectar vida que compartilha a maioria de seus parâmetros com a vida terrestre", informou o astrobiólogo Johannes Leitner, da Universidade de Viena, que apresentou sua pesquisa nesta sexta-feira no Congresso Europeu de Ciência Planetária na Alemanha. "Hoje nós não somos capazes de detectar a vida exótica, porque não temos idéia de suas propriedades em potencial e por isso, nossas sondas de superfícies planetárias não carregam instrumentos que podem procurar algo exótico".

Por exemplo, disse Leitner, podemos enviar robôs a Marte carregando anticorpos que detectam vestígios de produtos químicos e bactérias que indicam vida, mas porque não podemos deixar de produzir anticorpos para substâncias conhecidas, este método será limitado à conclusão da vida como no planeta Terra.

"Quando tentamos encontrar uma definição para a vida, na maioria dos casos, essa definição é mais um resumo das propriedades específicas da vida terrestre", disse Leitner. Porque a vida na Terra requer água, a maior parte da busca de vida extraterrestre, até agora tem sido focado numa "zona habitável", ou numa região relativamente estreita em torno de uma estrela onde a água líquida poderia existir.

Mas a água é líquida somente entre zero e cem graus Celsius, outros solventes são líquidos em uma faixa de temperatura muito maior. Por exemplo, porque a amônia permanece líquida a uma temperatura mais baixa, um oceano de amônia poderia existir em um planeta muito mais longe de sua estrela anfitriã. Ao explorar as propriedades potenciais dos solventes, como o ácido sulfúrico e formamida, os investigadores esperam expandir o potencial da zona de sustentação da vida.

Os pesquisadores austríacos não são certamente os primeiros a considerar a possibilidade de vidas exóticas apoiadas através de um solvente não aquoso. Segundo Ariel Anbar, chefe do programa de astrobiologia na Universidade Estadual do Arizona, a idéia existe desde 1954, quando J.B.S. Haldane especulou que a amônia poderia ser capaz de sustentar vida num simpósio sobre a origem da vida.

"A hipótese de solventes alternativos certamente pode ser plausível, embora não seja comprovada inteiramente, porque a vida que não conhecemos é muito difícil de estudar, por isso o tema tem recebido menos atenção do que merece", acrescentou Anbar.

A equipe de Leitner está começando sua busca pela vida exótica para investigar as propriedades térmicas e bioquímicas dos solventes em potencial, com especial incidência sobre a capacidade de cada substância de sustentar um metabolismo sem carbono na base. "Nós sabemos, por exemplo, que um metabolismo a base de carbono-oxigênio simplesmente não vai funcionar em num meio de ácido sulfúrico, amônia ou solventes", disse Leitner em um comunicado à imprensa. "Se existe vida na atmosfera venusiana, ela provavelmente não será da mesma forma como a vida na Terra."

Por enquanto, Anbar, diz que a nossa busca por vida extraterrestre está mais limitada ao nosso acesso a ambientes extraterrestres do que por nossa concepção de como a vida pode parecer. "Entretanto, como plano de futuras missões a Marte e em outros lugares, principalmente Titã", disse ele, "é como começamos a examinar as perspectivas de vida no sistema solar diferente da nossa, que estão sendo descobertas em um ritmo rápido, é importante começar a pensar em "vida estranha" para que não se perca alguma coisa debaixo de nossos narizes".

 
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